0 É eu sempre vou lembrar ):

E eu sempre vou lembrar da sua voz, e eu sempre vou lembrar do seu sorriso, e eu sempre vou lembrar do seu cheiro, e eu sempre vou lembrar da maneira que você falava comigo, e eu sempre vou lembrar de quando eu fazia coisa errada e você ficava com raiva de mim. E eu sempre vou lembrar do quanto você se preocupava comigo, e eu sempre vou lembrar de quando você dizia que eu era só sua. E eu sempre vou lembrar de cada vez que eu gritava com você e você dizia que eu sou muito escandalosa, e eu sempre vou lembrar do quanto eu surtava quando estava comciúmes de você, e eu sempre vou lembrar de cada vez que você me pedia um abraço, e eu sempre vou lembrar de cada vez que você mim dizia: eu te amo. E eu sempre vou lembrar do quanto eu já te fiz rir, e eu sempre vou lembrar de quando agente se xingava, e eu sempre vou lembrar do quanto nossos olhares se cruzavam, e eu sempre vou lembrar de cada momento.

0 tentando descobrir como amar.

Sabe, isso é uma coisa que faz tempo que tento entender. Como começamos a AMAR alguém, e porque não conseguimos escolher a quém AMAR, escolhemos sempre o que se é mais dificil, sofremos, decepsionamos, porém continuamos a AMAR.
Não sei se já AMEI de verdade alguém, sei que já fiz loucuras por alguém, coisas sem sucesso, de alguém que estava começando a viver e caminhar sozinho. Hoje não faria tudo que fiz, primeiramente teria que perceber que a pessoa que eu desejo, também deseja estar comigo, pois sei que AMAR É COMPLETAR-SE COM OUTRA PESSOA, SE DOANDO, SE ENTREGANDO COMPLETAMENTE.
Procuro, busco, a FELICIDADE em que este sentimento pode me oferecer. Já tive alguém, não cheguei a AMAR, não porque eu não gostava da pessoa, não a achava atraente, bonito, enfim: talvez porque ele não me deu tempo suficiente, pois eu estava disposto a me doar a ele, fazer até o impossível se possível para vê-lo feliz. Ele via o bem dele, era EGOÍSTA, o egoísmo é sem sombra de duvidas o pior inimigo do AMOR. Pensar em si mesmo, colocando-se em primeiro lugar.
Estão acho que não se deve vulgariza o AMOR , tem gente que nem sabe o que é isso e já sai dizendo "EU TE AMO", sem sequer se conhecer direito, vivemos em um mundo em que a maioria dos jovens só querem curtir, alguns fazem pessoas sofrer.
"EU NÃO FAÇO COM OUTROS, O QUE NÃO QUERO QUE ACONTEÇA COMIGO"
PAIXÃO = saciar o seu ego desejoso de prazer. Isto não é AMOR, é paixão carnal, é egoísmo.
BELEZA= encanto, emoção, atração. Isto não é AMOR.

0 Me apaixonei pelo seu olhar.

Sinto que ainda não te perdi, sei que você ainda lembra de mim e que sente alguma coisa por mim, só não sei se é tão forte como era antes, agente ainda se falar, agente ainda se abraça, e apesar de todos os seus defeitos você é perfeito pra mim. Sabe, as vezes me bate um medo de te perder, de te ver com outro alguém e ser feliz sem mim, de não se importar mais comigo, e isso doí demais. Eu queria que você se tocasse de uma vez, que você visse o quanto você é importante pra mim, o quanto eu te amo, e não é pouco. Queria que você tomasse alguma atitude, queria ser feliz com você, queria poder te chamar de meu, entende? Eu já tentei de varias maneiras provar o quanto te amo, só não sei se você ainda senti o mesmo por mim, se me ama feito antes. Eu lembro da nossa primeira conversa, foi inesquecível todos os momentos que passei contigo e não quero que tudo isso fique pra traz, eu te amo , eu tenho medo que depois tudo seja diferente, que você me esqueça mesmo. E ai, vai tomar alguma atitude ou não? Lembre se que, amanhã pode ser tarde demais. (eugostodedoritos.)

0 amoraprimeiravista♥


 Tento tirar você do meu pensamento, mas não consigo, pois até quando estou andando pela rua, eu enxergo você em tudo que vejo. O brilho do sol, nem chega perto do brilho do seu sorriso. E quer saber de uma coisa? Eu me apaixonei a primeira vista por ele. O cheiro do campo e das flores me lembra o seu cheiro, que por sinal, ainda está marcado em minhas roupas. A cada abraço que você me dava, o seu perfume, ficava mais gravado nelas. O vento que bate de leve em meu corpo me faz lembrar as suas mãos, e os seus beijos, que sempre me tocavam com paixão e desejo. E o seu olhar? Bem… Não tem nada que se compare ao seu olhar. Eu podia me ver dentro dele, e te decifrar um pouco mais. Já vi seus olhos derramando lágrimas, como já vi eles brilhando de alegria. Eu gosto de te sentir a todo instante e em qualquer lugar, mas eu não quero só te ter em meus pensamentos, ou ficar te imaginando, eu quero você aqui, perto de mim, agora e sempre.

0 — É estranho, né?

— É estranho, né?
— O que?
— Olhar pra você e não sentir mais nada.
— Como assim?
— Sei lá, eu costumava ter um mundo de sensações quando te via, enquanto hoje olho pra você como uma pessoa comum.
— Nossa.
— O que foi?
— Você fala de um jeito como se não pudesse me afetar.
— Eu não tenho culpa.
— É claro que tem. A opção foi sua se afastar de mim, se tornar fria. Forçar o sentimento a sair, fingir que tinha saído, até ele sair de verdade.
— E a opção foi sua ter me dado motivos pra fazer isso.

(Heloísa Lynch)

0 O Homem da Meia-noite

Os eventos aqui relatados se passam nas férias de verão de 1996, em uma pequena cidade do interior do país.

Durante as férias, os jovens passavam dias e noites nas ruas, em grupos de amigos, procurando diversão. Entre esses vários grupos, existia um que simples brincadeiras e festinhas de amigos já não os deixava saciados, havia uma necessidade de mais adrenalina, algo que pudesse aterrorizá-los.
Invadir casas abandonadas atrás de fantasmas ou jogo do copo não os trazia nenhum resultado, até o dia em que o grupo se recordaria sempre, o dia que foram jogar o “Midnight Man”.

Estavam todos reunidos em frente a casa de Léo e Katie, irmãos e tinham o mesmo círculo de amigos. Léo era o mais velho, naquela época tinha dezessete anos, era de uma estatura elevada e ligeiramente malhado, o que fazia ser além de mais velho, o mais forte e pesado da turma. Katie era a caçula, de quinze anos, de certa forma magra, e diferente de seu irmão cético, acreditava em eventos paranormais. A ideia dada no dia anterior, o Jogo, a aterrorizava, mas não demonstraria isso nunca, era orgulhosa e metida a valente, afinal, era a única garota do grupo e tinha que se impor igualmente firme como os demais do grupo. Seus pais tinham viajado, fazendo aquela casa agora vazia perfeita para o evento.

-Então, vamos tirar no palitinho quem vai participar e quem vai ficar de fora? Afinal só temos duas velas...

Todos pegaram um palitinho, os dois que pagassem os menores entrariam no jogo, e os demais ficariam de fora, esperando tudo acabar. Léo e Katie foram os “sortudos” da vez. Parecia muita coincidência, talvez um truque dos demais do grupo para por os irmãos lá, invés deles...

-Parece que será uma noite em família irmãzinha – Disse Léo
-Idiota! Espero fiquemos bem nisso tudo. - retrucou Katie
-Aposto que vai se mijar de medo na primeira hora – Após dito, soltou uma gargalhada sarcástica para a irmã, e ambos começaram o ritual.

Escreveram os nomes no papel, fizeram um corte no dedo e pingaram uma gota de sangue no mesmo. Acenderam as velas, botando com cuidado em cima do papel, e bateram 22 vezes na porta da casa, exatamente a meia-noite, apagaram as velas e entraram na casa. O jogo tinha começado, tinham que sobreviver até às 3:33.

-Acenda logo sua vela Léo, ou quer que ele te capture imbecil? - A recomendação da irmã foi atendida, e ambos começaram a andar pela casa com apenas a luz da vela.

Aquela casa nunca esteve tão escura como naquela noite, não se via além de alguns palmos a frente do nariz, mesmo com a vela, e ela estava ligeiramente fria, mesmo após um dia quente do verão.

Katie foi para a cozinha e seu irmão ficou pela sala. Katie tentava manter a calma, e sempre pondo em mente de nunca ficar parada, como dizia as regras. Andava com cuidado, olhando para os lados, com temor de que no próximo passo encontrasse a sombra do Homem da Meia-Noite. Ela achava estranho o silêncio da casa, nem latidos de cachorro da rua podiam ser ouvidos, nem o vento, nada... Isso a deixava irritada, somente escutava o som da chama da vela queimando...

Após alguns minutos na cozinha, começa a ser possível ouvir um sussurro invadindo a cozinha, era algo que ela não entendia o que dizia, mas com certeza não era humano. A temperatura caía depressa, deixando o ar gélido. Ela sabia que ele estava próximo, e sai pela outra porta, levando-a a uma escada que liga os quartos do segundo andar a cozinha, e tenta se esconder no escritório da casa.

Ela se sentia confiante por fazer tudo isso com calma, sem perder a cabeça, e segura. Começa a examinar o local, afinal nunca entrara lá a noite, e aquele cômodo estava enormemente sinistro naquela situação. Tinha uma mesa de madeira antiga, uma cadeira, e do outro lado uma estante lotada de livros, e retratos de família pendurados na parede. Em um dia normal era reconfortante aquele ambiente, mas a noite era outra sensação.

Katie olhava tudo com o maior silêncio possível, não queria que ele a achasse. Um velho relógio denuncia que a primeira hora tinha passado. Sua atenção é chamada a uma foto na parede, que se recordava de ser uma foto em família, mas estava diferente. Seus pais, tios, avós... todos sumiram do retrato, ficando apenas ela e o seu irmão. Ambos com uma pele cadavérica na foto, e uma aparente agonia no semblante. Isso estava errado, afinal ela se recordava daquele dia, estavam todos felizes, era as Bodas de Ouro de seus avós, e nem na foto eles estavam!

Seu olhar muda de foco para os outros retratos, todos da mesma forma, além dela e Léo, nenhuma pessoa aparecia neles. Um livro aberto na mesa se mostrava com as páginas em branco, Katie deduziu que o mesmo ocorria com os outros na estante. Um pânico envolveu seu coração, ela não aguenta mais ficar naquele local e sai de volta ao corredor.

Ela escuta passos, e desce pela sacada principal de volta a sala, fugindo.

Estava igualmente escuro, sombrio, amaldiçoado aquela casa, e a sala não era exceção. Tentando 
memorizar aonde esta cada um dos móveis, ela evita ir em direção a eles, mesmo tendo a luz da vela, mas 
essa não iluminava o suficiente para ver muito além. Na penumbra ela vê uma sombra, e seu coração gela. Temia que o Homem da Meia-Noite tivesse a achado de novo, tão rápido! Mas não estava tão frio como na cozinha, e não escutavam nenhum sussurro. Reunindo suas forças ela vira seus olhos para a sombra, e usa a vela para iluminá-la, tendo a visão mais aterrorizante da sua vida.

Seu irmão, Léo, estava parado, em pé, sem reação. Seu olhar era perdido e negro. Em suas mãos estava o sal, e em volta dele um quase círculo de sal, mas não estava completamente fechado, e alguns centímetros a vela apagada e caída no chão. Ele havia perdido o jogo! O medo a apavora, ele devia estar tendo o pior pesadelo de sua vida naquele momento! Vendo o relógio no pulso do irmão, estava marcando “1:34”. Ele teria quase mais duas horas de sofrimento, e ela, de agonia.

Sussurros e passos são novamente ouvidos, vindo do segundo andar. Katie tinha que fugir, mas não queria deixar o irmão naquele estado. Puxá-lo não adiantaria, ela muito mais pesado que ela, e o tempo era curto. Ela pega o seu saco de sal, que já rasgara a ponta antes mesmo de entrar na casa, e completa o círculo do irmão, esperando que isso o salvasse do sofrimento, e rapidamente vai se esconder atrás das escadas, num vão com a parede.

Ali embaixo ela estava num ponto estratégico, se o Homem da Meia-Noite viesse por um lado, ela poderia sair pelo vão do outro, e dar a volta e fugir para a cozinha ou os quartos do segundo andar. Observava com atenção e medo o fim da escada, esperando ver para qual direção o ser iria ir.

Os passos ficavam mais altos, e os sussurros, se tornavam mais claros. Pareciam gritos, vozes agonizadas, em dialetos desconhecidos. Aquele som invadia seus ouvidos, tirando sua sanidade. Agora um som de impacto no som mudara, ele tinha terminado de descer as escadas, e um frio enorme invade o local, sugando toda energia do calor existente.

Katie põe o rosto para fora de seu esconderijo, tentando ver algo, e ela vê. A visão a deixava com 
uma sensação nunca sentida antes, muito pior da qual teve vendo seu irmão, sentia ânsia de vômito, e um desespero enorme invadira não só seu coração, mas sua alma. Ela vira uma sombra, hora parecia com uma pessoa, mas tinha algo a mais. Parecia não pertencer ao mundo normal, sentia que dela saía uma energia muito negativa. Não sabia dizer aonde ele começava ou terminava, era como se tivesse um vácuo de extrema escuridão aonde ele estava, uma escuridão tão forte que fazia contraste a da sala.

Ele a olhava, ela não podia ver, mas sabia, sentia isso, um olhar de um predador vendo sua presa, indefesa e frágil. De nada ela podia fazer naqueles segundos que pareciam eternidades. A chama da vela se apagara naquele momento, como se o Homem da Meia-Noite consumira a energia dela. O desespero aumenta, Katie tinha que acender a vela em menos de dez segundos e fugir daquela entidade ao mesmo tempo, e não tinha tido tempo de ver por onde ele viria.

Ela arrisca a correr pelo lado que levava a cozinha, mas desvio seu rumo e subiu a escada com pulos estrondosos, não se importava com o silêncio agora, a escada denunciaria sua rota de qualquer modo, pois era muito barulhenta, mas lá em cima ela tinha mais opções de esconderijo.

Entrou na primeira porta a direita e fechou, mas tomando cuidado pra não fazer barulho. E acende a vela. Ela sentia que tinha passado de dez segundos, mas quem se importaria? O importante era ter escapado daquele ser. Após essa descarga de adrenalina, ela sente vontade de chorar, de ter um ataque, mas nem isso ela consegue, o pavor era muito grande. E a ânsia de vômito aumentara. Ela levanta a tampa do vaso e vomita, era melhor por aquilo para fora do que prender, e abaixa a tampa de volta.

No banheiro tinha outras velas, decoração de sua mãe. E ela pensara em usar aquilo a seu favor, e tentara acender as outras velas. Foi inútil, simplesmente não queimava, como se o pavio delas não existisse. Seu medo aumenta ainda mais, e num desespero resolve quebrar as regras e acender a luz da casa. Inútil de novo, era como se ela não existisse, como se a sociedade voltasse a era das trevas, sem energia. Só tinha sua vela como fonte de calor e luz. Outra denuncia de hora do velho relógio, agora eram duas da madrugada.

Ao olhar para o espelho, ficara petrificada com sua aparência, pálida, quase sem vida, com uma pele fina e frágil. Parecia que naquele momento, o Homem da Meia Noite era o mestre do jogo, sua presença naquela casa tirava qualquer possibilidade de trapaça, por isso as regras de não acender a luz, não era pra estragar o jogo, e sim para não estragar a sanidade do jogador!

Continuava a olhar sua imagem, mas aos poucos vê algo se movendo atrás dela, vindo da janela do banheiro. Parecia ser um de seus amigos do lado de fora da casa, mas como? Ela estava no segundo andar, não tinha como ele flutuar no ar. Ele parecia assustado, mas após alguns momentos mudara seu semblante, dava um leve sorriso maquiavélico.

A ficha caíra, não era seu amigo, não era uma pessoa, era a entidade, ele achou seu esconderijo! Uma escuridão ainda maior invadira o ambiente pelas frestas da janela, e se juntavam numa mão tentando alcançar Katie. Sua vela começava a perder forças, e vendo o que ia acontecer, ela abre a porta e corre, corre muito mais aterrorizada e agonizada que antes.

Corre para o quarto do irmão. Sem saída. Não tinha nenhuma porta lá além da qual entrara, e por onde aquela “Coisa” entraria logo. Sua solução foi entrar no armário e se esconder ali. Sentia passos vindo, e temendo que a luz da vela denunciasse sua localização, ela a apaga.

Tinha dez segundos para acender de novo, como mandava as regras, mas quais seriam as consequências? Ela continua a ouvir passos e sussurros indo do corredor, ficando cada vez mais altos. Ele devia ter chegado na porta do quarto. Seu sangue congelara de medo, mentalmente rezava para ele ir embora. E sua prece é atendida, em parte. Os passos são escutados de novo, mas em outra direção, ele não descobriu seu novo recinto! Estaria a salvo por enquanto. Os passos sumiram, e ela acende sua vela novamente. Passaram mais de dez segundos? O tempo é relativo, ela não sabia dizer, mas estava feliz por escapar dele naquele momento.

Um som ecoa a casa toda, o velho relógio da casa soa 3 horas da madrugada. Só restavam mais 33 minutos para o terror acabar. As regras mandavam nunca ficar parada, mas seria prudente sair do armário e ficar a mercê daquela entidade de novo? Racionalmente não, mas a razão não importava mais, afinal se ela fosse soberana, nada daquilo poderia acontecer. Ela sai do armário e do quarto.

Ela tinha medo de voltar ao banheiro ou o escritório, então ela poderia voltar a sala, aonde seu irmão estava petrificado, ir para seu quarto, ou a suíte de seus pais. O último foi sua decisão.

Era um quarto grande, com um banheiro espaçoso e um closet. Katie sentou na cama, e começou a chorar, finamente e de modo inaudível para não denunciar sua localização, mas chorava.
Sua pele fina daquela paranormalidade toda parecia ser cortada com as lágrimas, estava se sentindo frágil, e quase morta. Aquele jogo era demais para suportar. “Como meu irmão está, será que ele vai sobreviver após o fim disso tudo?”, pensava.

O som de seu choro é cortado de repente, ela ouve novos passos. Apesar de parecer seguro, aquele local era um beco sem saída, dessa vez os armários do closet eram abertos, e não tinha saída, se a entidade a achasse lá, fim de jogo. Os passos ficam mais forte, e sussurros são novamente ouvidos, sua alma congela. Ele sabia aonde a encontrar!

Não tinha saída, então ela só tinha uma possibilidade, o círculo de sal. Ela resolve fazê-lo antes dele entrar no quarto, para não ter o mesmo fim do irmão. Ela pega o saco e começa a despejar seu interior no chão, numa circunferência. Ao terminar de fazê-la, a maçaneta da porta gira, e ela abre com força, batendo na parede.

Ele estava ali, com uma energia mais negativa que tudo, sua vela apagara na hora, e a escuridão eterna invadiu o local. Ela ouvia não mais sussurros, mais gritos, gritos de sofrimento, como se fossem almas sofrendo! Daquela escuridão veio algo mais escuro ainda, a sinueta de um homem, ou o que parecia ser. Ele parou em frente a ela, fora do círculo, parecia fitar ela, e saiu. A escuridão diminuiu, e a temperatura subiu. 
Um minuto depois, uma luz era vista no corredor, não de uma vela, mas de uma lâmpada, era do banheiro. A energia elétrica voltara. O relógio do quarto marcava “3:33”. Era o fim do jogo. O Homem da Meia-noite podia não ter a botado nas alucinações de seu pior pesadelo, mas aquela noite com certeza teria sido a pior experiência de sua vida!

Reunindo suas forças, ela saiu do círculo de sal, e apertou o interruptor do quarto, e uma luz invadiu o ambiente. Ela olhou sua pele, e ela estava normal de novo, realmente tudo acabou. Ela chora, chora como nunca chorou na vida, e agradece a Deus pelo fim de tudo. Sons de cachorro latindo na rua são ouvidos, o silencio normal tinha acabado. Ela reuniu suas forças e foi até a sala ver seu irmão, acendendo todas as luzes no caminho. Ela o encontra encolhido no círculo de sal que ela completou mais cedo, e chorando. Ela pergunta se ele está bem, ele diz que sim, e que nunca mais vai desafiar o paranormal de novo.

0 Suas vidas

Se você passou por algumas dúvidas sobre esse mundo, do tempo do começo ao fim, eu vi tudo.

Ou pelo menos eu achava assim. Pois eu descobri você. Não há nada que exista ou já existiu nesse planeta que sela mais lindo que seu rosto, quando se contorce em um grito que só é alcançado através do terror máximo. Eu encontrei um motivo para continuar nesse mundo. Pois não há nada no inferno comparado a isso. Nesse, há muitas vidas de entretenimento. Sim, muitas vidas. Pois eu tenho de me manter com você no seu deplorável tempo de vida. Sem conhecimento, você será meu brinquedinho por milênios. Você irá, claro, morrer, como todos os lamentáveis humanos morrem. Mas eu o darei o presente da reencarnação. Bem, é um presente nos meus eterno ver. Um presente para mim mesmo. Você irá passar por seu dia-a-da em um estado de total paranoia. Não há escapatória. Eu vou te seguir por todos os lugares. Se você contar para alguém sobre a terrível criatura que está te perseguindo, te torturando, eles te colocaram em quarto maravilhoso, macio e quieto. Bem, seria quieto se não fosse por seus gritos. Pois nesse quarto, eu e você ficaremos sozinhos.

Eu vou adorar ver todos os seus suicídios. Será uma folga divertida, ver você se torturar se matar sem minha ajuda. Porque, claro, morrer não fará você escapar. A única coisa que a morte te trará é um corpo novo, fresco, e ignorância total. Um novo começo para mim...

É melhor você tentar dormir um pouco. Você tem um grande dia a sua frente.

Não que eu deixarei você dormir, é claro.

0 Amigos Para Sempre

Por que você continua a me procurar? Você não pode me encontrar se eu não quiser. Eu sou a noite. Mas ainda assim, você sabe que estou aqui. Eu vejo você, tremendo enquanto atravesso seu quarto. Você se contrai quando eu deslizo sob sua cama. Você pode me sentir. Você sente a respiração na nuca de seu pescoço? Percebe minhas unhas rasgando sua carne? Você encontra meus olhos na escuridão da noite? Sim, você sabe que estou aqui. Eu sempre estive aqui. As coisas eram diferentes quando você era jovem. Seus pequenos olhos podiam me ver. Você gritava, apontava para mim, tentava se esconder atrás das grades de seu berço. Você continuava gritando enquanto sua mãe te pegava de lá. Era somente quando ela acionava o interruptor e trazia a luz em seu mundo patético que eu saia de lá. Mas isso não importava, pois ela ia embora pouco depois; ela sempre ia embora. E eu gostava de voltar para lá. Você aprendeu rapidamente que chorar não me expulsaria de lá. Você então decidiu me ignorar, fingir que eu não estava lá. Mesmo enquanto meu cabelo gorduroso se encostava sobre o seu rosto, e minha respiração esquentava seu ouvido, você ainda me ignorava. Você ficou muito bom nisso.

Eu tentei, é claro, marcar presença. Comecei com pequenas coisas: um sapato trocado de lugar, brinquedos rolando pelo chão, janelas abertas. Mas isso era muito fácil de ser ignorado por você, muito simples de se explicar. Você se lembra do Fofo? Aquela criatura pútrida que você tanto adorava? Aquele que mamãe te disse que havia fugido? Bem, eu lhe asseguro que ele não estava em estado adequado para fugir quando acabei com ele. Você se lembra do Pequeno Sofia? Aquela criança preciosa que compartilhava seus doces com você? Você sempre prestava atenção nela, nunca a ignorou. Eu a odiava. Foi uma pena quando o acidente aconteceu. Que infeliz para uma criança inocente ser vítima de um cão raivoso. Como eu ri quando ouvi sua mãe dizer isso. Um cão raivoso?! Não sobrou nem sequer o rosto dela, sabe? Eu acabei de empolgando demais; o gosto do sangue, os gritos estridentes no meu ouvido, eles tomaram conta de mim. Mas ainda assim, você me ignorou. 

Você se tornou mais retraído depois disso, passava horas no computador, calado em seu quarto. Foi muito bom no inicio, estávamos mais pertos do que nunca. Você ficava acordado até tarde, e eu ficava observando por cima de seu ombro, enquanto você navegava pela internet, procurando a melhor forma de acabar com sua vida miserável. Chegou a tentar uma vez também, mas a corda rompeu, você se lembra? Bem, eu simplesmente não podia deixá-lo escapar tão facilmente. Não podia deixar você passar a perna em mim. EU decidirei quando você for; sua vida é minha para tirar somente quando eu quiser.

Então, pouca coisa mudou desde então. Claro, você arrumou um emprego, você se mudou, mas eu te segui. Você ainda passava horas sentado em frente ao computador todas as noites, acabando com seu tempo, entorpecendo seus sentidos, de modo que você possa adormecer sem sofrimento através daqueles momentos entre a consciência e o sono. Aqueles momentos em que você tem um vislumbre de mim passando através de seu quarto, onde você pode ver o brilho dos meus olhos e sentir o frio que eu transbordo. Como eu adoro esses momentos... Você se esqueceu de mim, mas sabe que eu ainda estou aqui. Você liga as luzes, em seus momentos mais corajosos, procurando por mim. Mas quando você se livra da escuridão, eu também vou embora com ela, pois eu também sou a escuridão. Eu sou a escuridão de sua alma. 

Eu nunca vou te deixar, pelo menos não sozinho. Em alguma noite você ainda me encontrará, com toda a minha terrível majestade, mas eu serei a ultima coisa que você verá em sua vida

Creditos a Par4noic 2.0 ~Erinia

~R.A'

0 U.U

Estamos todos nos preocupando demais com tudo que acontece, na verdade, procuramos muito pela paz e não deixamos que ela venha até nós. Para podermos fazer alguém feliz, precisamos estar felizes com o que temos, com o que somos, sem se importar com o que os outros irão dizer. Você é o único ser capacitado de dizer qual sua capacidade, o único ser com o poder de saber o que é melhor. Vamos se jogar sem medo, vamos abrir os braços para as oportunidades, e vamos esperar pelo que é bom, sem nos precipitar. O que é bom sempre vem
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